Artigos da Revista Contato

⇒   Edição do Mês
⇒   Guia de Edições
⇒   Assine Já!
Pesquise

Edição: 2004 Dezembro

Onde Jesus Vive

Tomoko Matsuoka

“Quem mora num estábulo?” “Jesus! Jesus mora no estábulo.”

Minha primeira reação foi rir da resposta da minha irmã de quatro anos durante a aula que dei de improviso sobre animais e seus hábitats.

Mas depois fiquei pensando na resposta dela … Jesus vive no estábulo. Será que para ela Jesus só estava vivo ali? Será que ela só viu Jesus Se manifestar para mim quando lhe falei sobre o primeiro Natal? 
Não quis aceitar tal possibilidade. Com certeza não foi só o que lhe ensinei! Ela já me viu orar muitas vezes. Não oramos juntas quando nosso irmão estava doente, não faz muito tempo? E não foi outro dia mesmo que li partes da Bíblia para crianças para ela?

As cenas começaram a passar diante de mim: eu me vi ajudando meus pais a cuidar de meus irmãos mais novos, fazendo malabarismo com o meu tempo para poder estudar, trabalhar e me dedicar a outras atividades. Tentei pensar nas vezes em que, de fato, expliquei Jesus para ela. Claro que lhe havia falado do Seu nascimento, dos milagres que operou, da Sua vida e ministério, mas me questionei se havia lhe contado como Ele é meu melhor amigo?

Será que me limitei a retratá-lO como um dos penduricalhos e enfeites da árvore de Natal? Será que O deixei lá, preso às páginas da sua Bíblia em quadrinhos, ao terminar de lhe contar uma história? Estaria eu celebrando Sua vida de tal maneira que minha irmãzinha sabia que Jesus está vivo hoje, não em um estábulo, mas no meu coração e no dela? Será que ela me viu recorrer a Ele quando as coisas ficaram difíceis e eu não agüentava mais? Será que lhe mostrei como Jesus poderia ser seu melhor amigo também? E que se Lhe entregasse o coração, Ele cuidaria dela como se fosse a única pessoa e a amaria como ninguém mais é capaz?

Percebi então que lhe havia mostrado uma versão plástica de Jesus, não o amigo vivo em Quem me apóio todo dia e a Quem confiei minha vida. Esse foi meu erro. De que outra maneira poderia ajudá-la a conhecer Jesus se não pelo meu exemplo? Fiquei envergonhada.

A partir dessa revelação, meu relacionamento com Jesus mudou. Foi preciso tempo e esforço para que eu voltasse ao hábito de falar com Ele como se Ele estivesse de pé ou sentado ao meu lado, mas agora desfruto das recompensas na minha vida e vejo o reflexo na minha irmãzinha e em outros também. E isso não tem preço!

Um outro Natal se aproxima e as festividades recomeçam, e desta vez tenho um propósito bem claro: este ano — e não apenas no Natal — celebrarei o significado de Sua vida estando atenta à Sua presença na minha. Vou tirar Jesus do estábulo e convidá-lO para o meu dia-a-dia, para participar de tudo que faço. Então, poderei dizer e os outros verão que “Jesus nasceu em um estábulo, mas vive no meu coração e no meu lar”.

Eu não havia mostrado o Amigo vivo em Quem me apóio todo dia e a Quem confiei minha vida.

Voltar | Subir

Conteúdo


Ampliar Capa