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Edição: 2004 Dezembro

Alegria ao mundo

Curtis Peter Van Gorder

O natal é uma ocasião de alegria e celebração. Muitos países têm seus costumes e tradições para fazer com que essa data seja motivo de alegria.

No México, a contar do nono dia antes de 25 de dezembro, as crianças percorrem as ruas revivendo a busca de José e Maria por um lugar onde se hospedar. Duas crianças carregando quadros dos pais terrenos de Jesus vão à frente da procissão que entoa canções natalinas. Escolhem uma casa, batem à porta e pedem abrigo. No primeiro momento, são rejeitados, mas, logo em seguida, recebidos. É a hora então de comer e celebrar. As crianças, com os olhos vendados, tentam quebrar com uma vara a piñata, uma figura de papel brilhante decorado pendurada no teto, recheada de doces ou lembrancinhas.

Na Irlanda, coloca-se uma vela acesa na janela na véspera de Natal para dar as boas-vindas aos viajantes cansados.
Os escoceses têm por hábito doar aos pobres caixas com alimentos.
Na Rússia, alguns cristãos ortodoxos jejuam na véspera de Natal até que a primeira estrela desponte no céu para avisar que é hora de começarem a desfrutar da ceia composta de doze pratos diferentes.
Na Grécia, as crianças vão de casa em casa batendo às portas e entoando cantigas que anunciam a chegada do Menino Jesus.

Em Gana, na África Ocidental, as famílias fazem ornamentos de papel brilhante para enfeitarem suas casas para a ocasião. Uma árvore em cada quintal — tipicamente uma mangueira, uma goiabeira ou um cajueiro —
também é toda enfeitada.
Na Etiópia, os membros da Igreja Ortodoxa comemoram o Natal em 6 de Janeiro, observando o antigo calendário romano.
Os cristãos decoram suas casas com luminárias de argila no sul da Índia.
Nas Filipinas, os hinos natalinos começam a ser ouvidos em setembro.

Os seguidores de Cristo na China montam árvores artificiais chamadas “árvores de luz” e as enfeitam com correntes de papel, flores, lanternas e outros ornamentos.

Os americanos têm por hábito decorar suas casas com luzes coloridas brilhantes. Em algumas partes dos Estados Unidos, costuma-se também pontear as ruas com velas.

No Brasil, como em muitos outros países, os presépios lembram a todos o nascimento de Jesus. Na Itália, a família ora no momento em que a mãe coloca a figura do menino Jesus (Bambino) na manjedoura.
Ao redor do mundo, o repicar dos sinos marca ocasiões felizes. E que maior felicidade poderia haver que a celebração do presente que Deus, em Seu amor, deu ao mundo, Seu único Filho? Em toda a Noruega, as pessoas fazem a abertura do Natal tocando sinos às 5 da tarde do dia 24.

E não podemos esquecer da árvore de Natal. Sobram teorias de como e quando o pinheiro se tornou símbolo do Natal. Muitos acreditam que tudo começou na Alemanha medieval, onde a paradeisbaum — árvore do paraíso — era decorada com maçãs vermelhas como parte de uma peça popular sobre Adão e Eva, encenada no final do ano, e que terminava com a promessa da vinda de um Salvador.

O fato de ser uma sempre-verde é simbólico da vida eterna prometida por Jesus aos que nEle crêem. Tal como o pinheiro se mantém vicejante no inverno, Cristo triunfou sobre a morte.

Os cristãos nos tempos passados decoravam seus lares na época de Natal com ramos de azevinho, a chamada “árvore santa”, pois suas folhas espinhentas lembram a coroa de espinhos usada por Jesus na Sua crucificação e seus frutos vermelhos simbolizavam o sangue de Jesus derramado para o perdão dos nossos pecados.
Possivelmente, o costume natalino mais difundido é a troca de presentes, cujas raízes remontam aos três reis que partiram das terras do Oriente para presentear e adorar Jesus, depois de terem visto sinais no céu anunciando o nascimento do Messias. Viajar naquela época não era uma tarefa fácil. Provavelmente demoraram uns dois anos entre preparativos e deslocamento para trazer suas ofertas a Jesus. “E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino” (Mateus 2:9).

Os presentes que os Reis Magos levaram ao Menino Jesus foram ouro, incenso e mirra — o melhor que seus reinos tinham para oferecer ao Messias. O ouro simbolizava a realeza e, sem dúvida, ajudou significantemente José e Maria quando, pouco depois, tiveram de fugir para o Egito para evitar que Jesus fosse morto por Herodes, sendo obrigados a viver em um país estranho até ser seguro voltarem para a Judéia. O incenso, uma resina aromática usada nos átrios dos reis e na produção de perfumes para a realeza, representava Sua divindade. O terceiro presente, a mirra, era uma outra resina aromática, usada pelos antigos para embalsamar os mortos. Era o símbolo do aspecto humano de Jesus e que Ele morreria por nós. O nascimento, o sofrimento, a morte e a glória de Jesus estavam todos representados nos presentes daqueles reis.

Mas por que pensar em tradições? Voltemos à véspera do nascimento de Jesus, quando alguns pastores cuidavam de seus rebanhos sobre um monte nas vizinhanças de Belém. Uma luz brilhante surgiu e os anjos cantaram para anunciar o nascimento de Jesus. Tomados por emoção, aqueles homens correram para avisar a todos o que acontecera. Imagine a alegria de Maria e José ao tomarem o Filho de Deus nos braços! Essa mesma alegria pode ser sentida hoje pelos que abrirem seus corações para receber o amor de Deus em Jesus.

“Eu vos trago novas de grande alegria, que o será para todo o povo. Vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2:10–11)

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