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Edição: 2001 Agosto

Sinais dos tempos

Washington Post Service

Tanto instituições quanto indivíduos estão tendo que lidar com uma quantidade enorme de livros, periódicos, fitas, registros legais, documentos, correio eletrônico e torrentes de dados brutos, ou seja, ainda não processados.

A Biblioteca do Congresso nos EUA tem 113 milhões de artigos e todas as manhãs são adicionados outros 20 mil. Diariamente, James Billington, o bibliotecário do Congresso, se preocupa com questões relacionadas ao armazenamento e preservação dessas informações, mas também pensa em questões filosóficas mais abrangentes: "Será que a Era da Informação está nos tornando mais sábios?"
Em 1472 a biblioteca da Faculdade Queens’, em Cambridge, Inglaterra, tinha 199 livros. No auge do Renascimento havia as pessoas que poderiam afirmar plausivelmente terem lido todos os livros importantes já escritos.
Hoje, ninguém pode ler tudo. O mundo do conhecimento é um oceano vasto no qual o máximo que se pode fazer é dar umas braçadas.

Mais de 50 mil livros são publicados todos os anos só nos Estados Unidos. Estima-se que o número de periódicos publicados em todo o mundo chega a 400 mil. Em breve, toda residência terá acesso a centenas de canais de televisão. A Internet conta hoje com milhões de sites.

"É significativo que chamemos esta época de Era da Informação e não do Conhecimento." — diz Billington
Ele defende o seguinte pensamento: dados brutos podem ser transformados em informações que, por sua vez, com muito esforço e critério, poderão passar para o nível de conhecimento, que é o alicerce da sabedoria.
Na sua opinião, entretanto, nesta era de sobrecarga de dados, podemos estar avançando na direção errada. "Nossa sociedade é, em essência, um movimento sem memória, o que, é claro, é uma das definições clínicas de loucura".

(Do editor da Contato:) O mundo está, de fato enlouquecendo, porque cada vez mais pessoas, principalmente no Ocidente, sem pararem para pensar, abraçam o conhecimento moderno sem terem assimilado antes a sabedoria do passado.
Os homens estão abandonando a justiça, a civilidade e a bondade, assim como o amor e o interesse altruísta pelo próximo, na tentativa de forjarem um "mundo novo" fundamentado na tecnologia.
A tecnologia, em si, não é má, se usada com a finalidade certa. Mas quando a sociedade toma como base a tecnologia e o conhecimento ao invés da bondade e da sabedoria de Deus, então estará construindo alicerces na areia. E, por mais belo que seja o prédio, não durará. Só aqueles que edificaram suas casas sobre a rocha Cristo Jesus permanecerão.
(Cf. Mateus 7:24-27).

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