P:Às vezes sinto como se estivesse me afogando em preocupações.
O que posso fazer para deixar de me preocupar tanto?
R:Quem, às vezes, não se preocupa? Preocupamo-nos com o que vai acontecer no mundo, com possíveis problemas na escola ou no trabalho, com contas a pagar, com nossos entes queridos, com o futuro e com tantas outras coisas!
A maioria das preocupações tem duas origens: inquietações com fracassos passados ou situações que deram errado, e medo do futuro.
Como podemos evitar que tais temores nos afetem? Podemos encontrar uma boa resposta em um lugar nada comum: nos modernos transatlânticos. Eles são construídos de tal modo que no caso de incêndio ou de um vazamento sério, portas de aço à prova d’água e de fogo, podem ser fechadas de forma a isolar o compartimento danificado dos demais. Com isso, o problema é contido e o navio continua flutuando.
Assim deveria ser no "navio" das nossas vidas. Para aproveitarmos ao máximo o dia de hoje e nos prepararmos para o futuro, temos que aprender a nos isolar das preocupações com o passado juntamente com os seus erros e problemas. O mesmo tem que ser feito com os temores sobre o amanhã, caso contrário, nossas preocupações podem nos levar a pique!
Jesus disse: "Não vos inquieteis com o dia de amanhã. Basta a cada dia o seu próprio mal". (Mateus 6:34) Você alguma vez notou que as coisas que nunca acontecem são as que mais nos preocupam? Foi o que concluiu o escritor e humorista Mark Twain nos seus últimos dias: "Sou um homem velho e tive muitos problemas na minha vida, a maioria dos quais nunca aconteceu!"
Um empresário fez o que denominou de "quadro de preocupações", onde registrava os seus temores. Descobriu que 40% de suas preocupações estavam relacionadas a situações que provavelmente nunca aconteceriam; 30% a decisões passadas que eram irremediáveis; 12% estavam relacionadas a críticas sobre a sua pessoa, e 10% eram preocupações infundadas sobre sua saúde. Ele concluiu que apenas 8% de suas preocupações eram justificadas.
Como cristãos, não temos que temer ou nos preocuparmos com seja o que for, porque sabemos que "todas as coisas cooperam juntamente para bem daqueles que amam a Deus". (Romanos 8:28)
O famoso evangelista Dwight L. Moody (1837-1899) disse: "Você pode ir para o Céu de primeira ou de segunda classe. A segunda classe é: ‘No dia em que temer, hei de confiar em Ti’ (Salmo 56:3). A primeira classe é: ‘Confiarei e não temerei’ (Isaías 12:2). Então, por que não adquirir um bilhete de primeira classe?"
A jovem Sra. Benson andava totalmente infeliz! O marido estava fora, enviado pela empresa para um "curso de reciclagem" e, pela primeira vez na sua vida de casada, ficou só. Minha esposa a visitou para tentar animá-la e, para sua surpresa, a Sra. Benson a recebeu com um sorriso no rosto.
— Outra pessoa me visitou, — explicou. — Ela me fez sentir vergonha, mas estou muito feliz.
Minha esposa não pôde entender exatamente o que ela quis dizer.
— Foi aquela senhora que mora na outra rua, — explicou. — O marido morreu recentemente em um acidente de carro e ela ficou com três filhas pequenas. Eu nunca imaginaria que, na dificuldade em que se encontra, pudesse sequer pensar em vir ver como eu estava! De repente ela me fez sentir a mulher mais abençoada do mundo.
A Sra. Benson ficou em silêncio por um momento, depois acrescentou baixinho:
— Acho que aprendi algo. Talvez o único modo dela curar a sua própria tristeza foi tentando ajudar alguém a superar a sua.
— Francis Gay
Há cerca de duzentos anos, uma enciclopédia famosa na língua inglesa dedicou à palavra átomo não mais que quatro linhas, mas cinco páginas para definir outro vocábulo: "amor". Em uma recente edição da mesma enciclopédia, a palavra "átomo" mereceu cinco páginas; enquanto que o amor foi omitido. Que triste exemplo sobre os valores modernos!